Nesta pandemia que vivemos, em que já se comprovou que o uso de máscara protege-nos a nós e aos outros da transmissão do novo coronavírus, torna-se essencial não só cumprir as regras, mas também perceber o porquê das mesmas.
Sempre fui adepta de compreender o motivo e não apenas “digerir” a informação como dogmas.

Este artigo vai possivelmente ser em tom mais pragmático. Acho que estamos na altura para tal. Continuo a ver cada vez mais pessoas com a teoria do “só morrem os velhos” ou “sou jovem não me acontece” ou “eu tenho a minha liberdade, uso máscara se eu quiser”.
Desde sempre que ouvi a expressão “a minha liberdade termina onde começa a tua”. A opção de não usar máscara por liberdade pessoal só fará sentido se não influenciar mais ninguém! E todos que estão a ler este artigo sabem que influencia…
A teoria do “só morrem os velhos” choca-me particularmente, porque vivemos revoltados quando vemos uma notícia que fala de filhos a maltratarem os seus pais idosos ou más condições em lares. Aí saímos todos “à rua” em protesto. Mas agora que existe um vírus, que sabemos que pode matar e que a probabilidade é maior em pessoas mais velhas, já não os protegemos? Que amor é este?
Pensem nisto…

Voltando ao que me fez escrever este artigo. Na semana passada decidi fazer um questionário no meu instagram para perceber até que ponto estamos conscientes dos cuidados e deveres a ter com o uso de máscaras. Reparei que são várias as questões que estão no ar e que facilmente conseguimos esclarecer.
Vamos lá:

Onde é obrigatório o uso de máscara? 80% acertou. Em espaços públicos e comerciais, assim como transportes. O que dita o bom senso? Que devemos usar quando estamos com outras pessoas e não conseguimos manter a distância de segurança.

Que tipos de máscaras existem? Apenas 20% acertou esta questão. São 3: cirúrgicas, não cirúrgicas, respiradores (para uso específico). Esta questão foi a que levantou mais dúvidas, porque as máscaras comunitárias pertencem ao grupo das não cirúrgicas.

Não sou profissional de saúde, que máscara devo usar? Cirúrgica ou não cirúrgica (p.e. comunitária). Aqui gostava de tocar no ponto “a máscara faz-nos ter problemas respiratórios”. Calma. As máscaras cirúrgicas e comunitárias se forem certificadas (e têm que!) permitem a filtração e ao mesmo tempo a respiração eficaz. Há anos e anos que médicos, dentistas, enfermeiros, auxiliares de saúde, etc, usam máscara todo o dia e estamos bem! É importante pesquisar mais sobre os temas antes de formular teorias e não generalizar…

As pregas das máscaras devem estar viradas para? Baixo! A maioria acertou. Pensem nas pregas como umas caleiras, têm que estar viradas para baixo para “escorrer” e não acumular nos cantos.

A viseira substitui a máscara? Não! A viseira é um complemento e nunca um substituto, protege sobretudo a parte ocular.

Como devem lavar as máscaras de tecido? Apenas 35% acertou a esta. À mão ou à máquina, com detergente, a 30/40/60º.

Ao fim de quanto tempo devo trocar de máscara? Aqui fiquei contente porque 90% acertou. No máximo 4h ou até que esteja húmida/suja. Das questões também mais difíceis de passar a mensagem. A humidade altera a capacidade de filtração. Desculpem a analogia, mas aqui vai, também trocamos de roupa interior e meias certo? E sabemos como ficam quando estão sujas e húmidas certo? Voltavam a usar? Não. E são coisas do nosso corpo! Então porque voltamos a usar uma máscara húmida e suja? Que ainda por cima andou na rua e existe probabilidade de ter microorganismos dos outros? Pode parecer uma comparação dura, mas acho eficaz! As máscaras estão caras, o ambiente não aguenta tantos resíduos, verdade, então comprem 2 ou 3 comunitárias e vão usando e lavando.

No fim do uso da máscara, a mesma deve ir para um saco do lixo fechado, não para o ecoponto ou lixo doméstico aberto. As mãos devem ser desinfectadas e lavadas constantemente. E a distância social mantida.

Acreditem que é muito importante procurar informação fidedigna, cada vez mais difícil de encontrar, mas possível. Muitas são as “fake news” ou as notícias enfatizadas pelo título que no fundo a conclusão não é aquilo que esperamos.
Peço-vos, não foquem a vossa opinião nesse tipo de notícias, pesquisem, ou perguntem a quem tem conhecimento para tal.
Acima de tudo protejam-se a vocês e permitam que os outros se protejam!

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